O Comet (DH.88) é uma das mais elegantes aeronaves de corrida de todos os tempos e deve a sua existência ao 100º aniversário da fundação do Estado de Vitória, na Austrália, em 1934.
O australiano Sir MacPherson Robertson, propôs uma corrida de Inglaterra à Austrália, para o qual ofereceu um prémio de £15.000 para o vencedor. Quando a corrida, foi iniciada em Março de 1933, não havia aeronaves inglesas com a velocidade ou alcance necessários para completar a corrida de 19.800 km.
Desejoso de inovar, De Havilland anunciou que iria produzir uma aeronave com uma velocidade de 322 km/h com um custo de £5.000, se as encomendas fossem recebidas até Fevereiro de 1934.
A corrida iniciava-se a 20 de Outubro e dava a De Havilland, menos de nove meses para desenhar, construir e testar a nova aeronave. Construída em madeira e impulsionada por dois motores Gipsy Six, com uma tripulação de dois, sentados em fila e com controlos iguais.
O primeiro de três encomendados, voou a 8 de Setembro (seis semanas antes da corrida) e os outros pouco depois. Os três distinguiam-se pelas cores: encarnado ("Grosvenor House"), preto ("Black Magic") e verde, com o "Grosvenor House" a ganhar a corrida com um tempo de 70 horas 54 minutos e 18 segundos. Esta aeronave foi restaurada e pode ser vista na colecção Shuttleworth, Aerodromo Old Warden, Bedfordshire.
Adquirido pelo Governo Português a Jim Mollison, que o utilizara na corrida Inglaterra-Austrália, em 1934, sob a matricula G-ACSP e com o nome "Black Magic". Foi rematriculado CS-AAJ e destinava-se à travessia do Atlântico Sul, tripulado por Costa Macedo e Carlos Beck. Este voo, não se concretizou por avaria do trem de aterragem aquando da partida, em Sintra, em 14 de Março de 1935.
Adquirido pelo Governo Português a Jim Mollison, que o utilizara na corrida Inglaterra-Austrália, em 1934, sob a matricula G-ACSP e com o nome "Black Magic". Foi rematriculado CS-AAJ e destinava-se à travessia do Atlântico Sul, tripulado por Costa Macedo e Carlos Beck. Este voo, não se concretizou por avaria do trem de aterragem aquando da partida, em Sintra, em 14 de Março de 1935.
Reparado em Inglaterra, regressou à B.A. 1 em 2 de Julho de 1937, sendo integrado na Aeronáutica Militar e abatido ao efectivo em 1940. Em 1979, foi redescoberto, em Portugal, em condições ruinosas, estando a ser restaurado em Inglaterra.
Fonte: Folheto de instruções da Airfix, Wikipédia e Os aviões da Cruz de Cristo de Mário Canongia Lopes.
Segundo o livro "Aviação Militar Portuguesa em Modelos", editado pela Aerofénix em Setembro de 2000, estes eram os modelos existentes no mercado:
Fonte: Folheto de instruções da Airfix, Wikipédia e Os aviões da Cruz de Cristo de Mário Canongia Lopes.
Segundo o livro "Aviação Militar Portuguesa em Modelos", editado pela Aerofénix em Setembro de 2000, estes eram os modelos existentes no mercado:
Escala Marca Obs
1:126 Cramore;
1:72 Airfix (dá para fazer o nosso);
1:72 Air Lines (dá para fazer o nosso) Moldes da Frog;
1:72 C. A. Atkins (dá para fazer o nosso) Metal;
1:72 Frog;
1:72 Kellogg's (dá para fazer o nosso) Moldes da Airfix;
1:72 Novo (dá para fazer o nosso) Moldes da Frog;
1:72 Skybirds (dá para fazer o nosso) Madeira;
1:72 Tashigrushka (dá para fazer o nosso) Moldes da Frog;
1:48 PB Castings (dá para fazer o nosso) Resina;
1:72 Resitech (dá para fazer o nosso) Resina;
1:?? Montaplex;
1:48 Hélice AC#P403 (Acessório)
Infelizmente, não tenho fotos da fase da construção, só do modelo já pintado sem decalques. Mas posso dizer que:
1 - O modelo não traz cabina de pilotagem, está tapado com dois cabeças de piloto à tona;
2 - Quer a montagem da fuselagem, das asas com fuselagem, dos motores com as asas necessita de massa (muita) para tapar as fendas;
3 - Os poços dos trens de aterragem são abertos, pelo que tive de os fechar, pois com abertura que falo no ponto 4, não ficava escuro lá dentro;
4 - Na parte frontal dos motores, existe uma abertura que tive que colocar lá uma rede para tapar;
5 - Fiz uma cabina de pilotagem, muito básica, com chão, painéis laterais e painel de instrumentos em plástico (cartão de desconto gasolina el-corte inglês) e assentos (metade de duas bombas);
6- As hélices necessitam de algum trabalho, para resultarem alguma coisa igual ao original;
7 - A carlinga, não traz marcações para colocarmos mascaras de pintura, tive que me guiar por fotografias para as fazer;
8 - Pintei a aeronave de preto, com pontas das asas brancas, como era o nosso "Salazar", vou buscar os decalques amanhã aos CTT (CS-AAJ) ref. PTS002.
Nuno Miguel Silva - 16-12-2013

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