sábado, 21 de dezembro de 2013

Fujimi - Mikoyan Gurevich MiG-21bis - 1/72

Introdução
O MiG-21bis é um caça/interceptor, desenvolvido durante a década de 1960, sendo uma versão muito melhorada do MiG-21 inicial. Foram produzidos mais de onze mil e estão/estiveram no inventário de muitas forças aéreas como da União Soviética/Rússia, Iraque, Irão, República Democrática Alemã, Polonia, India, China, Finlândia, só para dar uns exemplos.

Foi produzido, sob licença, pela Checoslováquia (194) e pela Índia (657). 

A Republica Popular da China, desenvolveu sem licença do fabricante, uma cópia: o Chengdu J-7.

Nome de código NATO/OTAN: Fishbed B a N

País de Origem: União Soviética.
Tipo: Caça/Interceptor monolugar.
Motor: 1 x turbojacto Tumanskii R-25 com 7.507 kg de impulso.
Desempenho: velocidade máxima acima dos 11.000 metros 2.229 km/h; tecto máximo 17.500 metros; alcance c/deposito interno 1.160 km.
Pesos: vazio 5.200 kg; máximo descolagem 10.400 kg.
Dimensões: envergadura 7.15 metros; comprimento c/sonda 15.76 metros; altura 4.10 metros; área alar 23 metros quadrados.
Armamento: 1 x canhão GSh-23 de dois canos de 23 mm; 4 x estações com capacidade total de 1.150 kg, incluindo misseis ar-ar AA-2 "Atoll" ou AA-8 "Aphid", pacotes de foguetes UV-16-57, bombas de napalm ou depósitos de combustível. 
O modelo vem com 4 grelhas de plástico cinzento e 1 transparente com cerca de 80 peças, a folha de decalques indica-nos dois esquemas de pintura:

Finlândia: 

superfície superior: camuflado de verde e [verde escuro (80%) + verde oliva (20%)];
superfície inferior: cinzento claro;
representa a aeronave "MG130", podendo fazer outras matriculas pois a folha traz os números de 0 a 9, do esquadrão HavLLv 31, s/n 75084403.

União Soviética: 

Todas as superfícies em prateado com excepção ao cone da aspiração e certas partes da fuselagem;
representa a aeronave encarnado 67, podendo fazer outras matriculas pois a folha traz os números de 0 a 9, de esquadrão desconhecido.
















Conclusão

Um bom modelo do MiG-21bis, na linha tradicional da Fujimi, modelo sem falhas, sem rebarbas, não precisou de massa, todas as peças encaixaram bem, é necessária alguma experiência de modelismo, de 0 a 10 dou-lhe um 10.

Um abraço e até à próxima.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Airfix - Angel Interceptor - 1/72

Escala: 1/72
Fabricante: Airfix
Referência: A02026
Tipo: Plástico injectado
Ano: 1980 (Reedição)
Numero de peças: 24 + 1 
Opção de decalques: 1 


Introdução

O fabricante International Engineering desenvolveu este aparelho de combate monolugar, capaz de atingir uma velocidade máxima de 4.800 km/h, a partir do protótipo "Viper". Especialmente concebido para operar da sua base "Spectrum Cloudbase", o resultado final diferia do protótipo original "Viper". É uma aeronave compacta e com uma electrónica muito avançada e possui uma boa autonomia, indispensável para as operações "Spectrum".

Esta aeronave aparece na serie de televisão animada "Captain Scarlet", cujos episódios estão disponíveis no You tube, assemelha-se muito à serie televisiva "Thunderbirds".


Esquema de pintura:

Angel Interceptor, World Army Air Force, Spectrum Cloudbase, 2068.

Fuselagem: Branco.

Passo 1:

Peças: Piloto (Peça 1), assento (Peça 2), antepara frontal (Peça 4), fuselagem (Peça 3 e 5)

Depois do assento, da antepara frontal e do interior da cabina, pintados de preto, colam-se a uma das metades da fuselagem e colam a outra.

Comentários:

1. A fuselagem encaixa mal e deixa fendas, por isso, muito do detalhe desta vai à vida. Opção rescrever o detalhe da fuselagem. 
2. O modelo não tem "banheira" da cabina. Opção: fazer uma ou simplesmente tapar a parte traseira da cabina.




Passo 2:

Peças: Nariz (Peça 16), entradas de ar (peças 7 e , escape do motor (peça 9) e antepara (peça 6).

Cola-se o nariz, as duas peças da entrada de ar e o escape do motor ao Passo 1.

Comentários:

1. Estas peças continuam a encaixar mal, sendo necessário limar e colocar massa para tapar as fendas (eu utilizo corrector como massa parar tapar fendas).
2. A peça 6 é uma peça solida de plástico, cuja função é de tapar a entrada de ar. Opção: Substituir por uma rede de arame.





Passo 3:

Peças: Parte superior da asa (Peça 10 e 12) e Parte inferior da asa (Peça 11 e 13).

Cola-se a peça 10 à 11 e a peça 12 à 13, de forma a ficar com duas asas.

Comentários:

1. Estas peças têm que levar um desbaste, pois apresentam algumas rebarbas.

Passo 4:

Peças: Peça superior do trem das asas (Peças 20 e 22) e Peça inferior do trem das asas (Peças 21 e 23)

Cola-se a peça 20 à 21 e a peça 22 à 23, de forma a ficar com dois trens de asa.

Comentários:

1. Estas peças têm que levar um desbaste, pois apresentam algumas rebarbas.




Passo 5:

Peças: Pequena asa dianteira (Peça 17), trem principal (peça 18 e 19), leme horinzontal (peça 15), carlinga (peça 9 transparente), Passo 2, Passo 3 e Passo 4.

Cola-se as peças 15, 17 à fuselagem. De seguida, cola-se a peça 18, deixando secar bem e só depois a peça 19. O passo 4 cola-se ao passo 3 e este conjunto à fuselagem.

Comentários

1. Estas peças não encaixam bem. É necessário tapar fendas e lixar bem.
2. Esta aeronave é para pintar toda de branco, sendo feita a aerografo (estou em fase experimental :roll:) portanto todas as superfícies têm que apresentar o mínimo de riscos, chegando mesmo a polir até o plástico brilhar. Pois, qualquer risco ou irregularidade, é facilmente detectável.









Conclusão:
O fabricante, numa escala de 1 a 4, a nível de dificuldade, atribui um nível de 2 a este modelo, no entanto, a nível de qualidade, estaríamos no nível 4, mas numa escala de 1 a 10, em que só a novidade do tema, ajuda a aumentar a nota, embora seja um bom modelo para iniciar o passatempo, pode também ser desencorajador, o facto de termos que constantemente betumar, lixar e polir.

O facto do esquema de pintura ser totalmente em branco obriga-nos á utilização do aerógrafo, para o modelo ficar como deve ser.

PM Model - DFS-194 - 1/72

Escala: 1/72
Fabricante: PM-Model
Referência: PM-215
Tipo: Plástico injectado
Ano: 
Numero de peças: 
Opção de decalques: 1 (Peenemünde, Alemanha, 1940)

O DFS-194 foi desenvolvido pelo Dr. Alexander M. Lippisch, como uma aeronave experimental propulsionada a foguete. Impulsionada por um foguete Walter R I-203, montado na cauda, desenvolvia 400 kg de impulso. Durante o mês de Janeiro de 1939, Lippisch e a sua equipa foram transferidos da DFS para a Messershmitt, levando o projecto com eles. O DFS-194 fez o seu primeiro voo no inicio de 1940, alcançando cerca de 540 km/h, sob propulsão de foguete. O sucesso do DFS-194, ajudou no desenvolvimento do Me.163 "Komet".

Tripulação: 1 (um).
Envergadura: 10.39 metros
Comprimento: 6.40 metros
Altura: 2.13 metros
Motor: Walter R I-203 com 400 kg de impulso
Velocidade máxima: 540 km/h.












Airfix - De Havilland DH.88 "Comet" - 1/72

O Comet (DH.88) é uma das mais elegantes aeronaves de corrida de todos os tempos e deve a sua existência ao 100º aniversário da fundação do Estado de Vitória, na Austrália, em 1934.

O australiano Sir MacPherson Robertson, propôs uma corrida de Inglaterra à Austrália, para o qual ofereceu um prémio de £15.000 para o vencedor. Quando a corrida, foi iniciada em Março de 1933, não havia aeronaves inglesas com a velocidade ou alcance necessários para completar a corrida de 19.800 km. 

Desejoso de inovar, De Havilland anunciou que iria produzir uma aeronave com uma velocidade de 322 km/h com um custo de £5.000, se as encomendas fossem recebidas até Fevereiro de 1934.

A corrida iniciava-se a 20 de Outubro e dava a De Havilland, menos de nove meses para desenhar, construir e testar a nova aeronave. Construída em madeira e impulsionada por dois motores Gipsy Six, com uma tripulação de dois, sentados em fila e com controlos iguais.

O primeiro de três encomendados, voou a 8 de Setembro (seis semanas antes da corrida) e os outros pouco depois. Os três distinguiam-se pelas cores: encarnado ("Grosvenor House"), preto ("Black Magic") e verde, com o "Grosvenor House" a ganhar a corrida com um tempo de 70 horas 54 minutos e 18 segundos. Esta aeronave foi restaurada e pode ser vista na colecção Shuttleworth, Aerodromo Old Warden, Bedfordshire. 

Adquirido pelo Governo Português a Jim Mollison, que o utilizara na corrida Inglaterra-Austrália, em 1934, sob a matricula G-ACSP e com o nome "Black Magic". Foi rematriculado CS-AAJ e destinava-se à travessia do Atlântico Sul, tripulado por Costa Macedo e Carlos Beck. Este voo, não se concretizou por avaria do trem de aterragem aquando da partida, em Sintra, em 14 de Março de 1935.

Reparado em Inglaterra, regressou à B.A. 1 em 2 de Julho de 1937, sendo integrado na Aeronáutica Militar e abatido ao efectivo em 1940. Em 1979, foi redescoberto, em Portugal, em condições ruinosas, estando a ser restaurado em Inglaterra. 

Fonte: Folheto de instruções da Airfix, Wikipédia e Os aviões da Cruz de Cristo de Mário Canongia Lopes.

Segundo o livro "Aviação Militar Portuguesa em Modelos", editado pela Aerofénix em Setembro de 2000, estes eram os modelos existentes no mercado:

Escala Marca                                                   Obs
1:126 Cramore;
1:72   Airfix (dá para fazer o nosso);
1:72   Air Lines (dá para fazer o nosso)            Moldes da Frog;
1:72   C. A. Atkins (dá para fazer o nosso)       Metal;
1:72   Frog;
1:72   Kellogg's (dá para fazer o nosso)            Moldes da Airfix;
1:72   Novo (dá para fazer o nosso)                 Moldes da Frog;
1:72   Skybirds (dá para fazer o nosso)            Madeira;
1:72   Tashigrushka (dá para fazer o nosso)     Moldes da Frog;
1:48   PB Castings (dá para fazer o nosso)       Resina;
1:72   Resitech (dá para fazer o nosso)            Resina;
1:??    Montaplex;
1:48   Hélice AC#P403 (Acessório)









Infelizmente, não tenho fotos da fase da construção, só do modelo já pintado sem decalques. Mas posso dizer que:

1 - O modelo não traz cabina de pilotagem, está tapado com dois cabeças de piloto à tona;
2 - Quer a montagem da fuselagem, das asas com fuselagem, dos motores com as asas necessita de massa (muita) para tapar as fendas;
3 - Os poços dos trens de aterragem são abertos, pelo que tive de os fechar, pois com abertura que falo no ponto 4, não ficava escuro lá dentro;
4 - Na parte frontal dos motores, existe uma abertura que tive que colocar lá uma rede para tapar;
5 - Fiz uma cabina de pilotagem, muito básica, com chão, painéis laterais e painel de instrumentos em plástico (cartão de desconto gasolina el-corte inglês) e assentos (metade de duas bombas);
6- As hélices necessitam de algum trabalho, para resultarem alguma coisa igual ao original;
7 - A carlinga, não traz marcações para colocarmos mascaras de pintura, tive que me guiar por fotografias para as fazer;
8 - Pintei a aeronave de preto, com pontas das asas brancas, como era o nosso "Salazar", vou buscar os decalques amanhã aos CTT (CS-AAJ) ref. PTS002.

Nuno Miguel Silva - 16-12-2013